Varadouro - Navegando Imagens
- Sílvio Feitosa

- 27 de dez. de 2025
- 1 min de leitura

Varadouro — Navegando Imagens
Poemas de Políbio Alves Fotografias de Antônio David

Um presente de meus filhos pela passagem de meus 64 anos de idade, dia 26/12/2025.

Há livros que não se limitam a registrar imagens: eles nos deslocam no tempo. Varadouro — Navegando Imagens é um desses casos. Trata-se de um presente que nos insere numa Paraíba histórica vivida no presente, capturada por olhos atentos e guiados por um saber poético que recusa o óbvio.
O litoral paraibano é território de memória, e João Pessoa ocupa lugar central nesse imaginário.
João Pessoa foi fundada em 1585, sendo a terceira capital mais antiga do Brasil ainda existente.
Edificada às margens do Rio Sanhauá, que se lança na foz do Rio Paraíba, a cidade constrói paisagens onde natureza, urbanidade e história se entrelaçam. No centro histórico, persistem resquícios arquitetônicos que resistem ao apagamento do tempo — não como ruínas mortas, mas como vestígios vivos de uma formação social complexa.
Esse conjunto — povo, fauna, flora e relevo — é matéria sensível trabalhada com rigor pelas lentes de Antônio David, enquanto a poesia de Políbio Alves não ilustra as imagens: dialoga com elas. O livro, assim, ultrapassa o estatuto de álbum fotográfico ou coletânea poética e se afirma como um documento histórico-sensível, onde imagem e palavra se tencionam e se completam.
A dedicatória do poeta acrescenta uma camada íntima ao objeto, transformando o livro em algo que extrapola o valor editorial. Passa a ser memória partilhada — razão pela qual o incorporo, com orgulho, ao meu acervo pessoal.
Obrigado meus filhos por tão belo presente.






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