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Voar nas alturas, adentrar nas profundezas

Atualizado: 22 de dez. de 2025


A grande formiga

A exposição de artes visuais “Voar nas alturas, adentrar nas profundezas”, de Aurora Caballero, com curadoria de Allan Yzumizawa, conduz o visitante a uma viagem sensorial e investigativa por um universo geralmente invisível: o mundo subterrâneo. 

A mostra provoca um olhar atento para os microssistemas que sustentam a vida sob nossos pés. Ao abordar o universo das formigas e de outros organismos do subsolo, a artista propõe uma experiência que transita entre arte e ciência. Sua abordagem artístico-biológica convida o público a assumir o papel de observador e pesquisador, instigado a compreender formas, estruturas e habitats que, embora ocultos no cotidiano, são essenciais ao equilíbrio do planeta. 



Aurora

Aurora Caballero se expressa por meio de uma diversidade de materiais e técnicas. Tecidos, espumas, fios e conchas são articulados para dar corpo a esculturas que evocam seres amorfos e invertebrados — minhocas, insetos, formigas, cupins e ácaros — habitantes legítimos das camadas subterrâneas da Terra. Essas formas orgânicas remetem a cisternas naturais e sistemas vitais frequentemente ignorados pela percepção humana. 



A grande formiga

A artista dedica especial atenção ao universo das formigas, apresentando desenhos, pinturas e esculturas de notável refinamento técnico. A complexa engenharia dos formigueiros é explorada com rigor visual e conceitual, evidenciando a sofisticação dessas arquiteturas naturais. Os ninhos, organizados em câmaras interligadas, são concebidos para proteção, circulação e sobrevivência coletiva. Segundo a própria artista, as formigas analisam fatores como tipo de solo, densidade e umidade antes de construir seus habitats — um dado que reforça o diálogo entre observação científica e criação artística. 



ninho

Os desenhos se destacam pela precisão e clareza, aproximando-se das ilustrações anatômicas científicas. O traço minucioso permite a visualização de detalhes que, muitas vezes, escapam à fotografia ou à observação direta. A presença de elementos tridimensionais amplia a potência estética do conjunto e intensifica a experiência imersiva da exposição. 


A mostra foi inaugurada em 11 de dezembro de 2025, na Galeria Archidy Picado, no Espaço Cultural José Lins do Rego, e permanece em cartaz até 23 de janeiro de 2026. 

Para os interessados em arte, ciência e nos diálogos possíveis entre esses campos, esta exposição é um convite a deslocar o olhar: voar nas alturas da imaginação e adentrar, com curiosidade e sensibilidade, as profundezas da Terra. 


Por Sílvio Feitosa 

Artista: Aurora Caballero 

Curadoria: Allan Yzumizawa 

Local: Galeria Archidy Picado — Espaço Cultural José Lins do Rego

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Sílvio Feitosa

Arte de Sílvio Feitosa Exposta no Celeiro Espaço Criativo em João Pessoa PB

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